Em Outubro de 2005 fui diagnosticado com Esclerose Múltipla.
Trata- se de uma doença que, para explicar sem grandes detalhes, afecta o cérebro limitando a actividade física e mental das pessoas que dela sofrem.
Para mais informações sobre esta condição podem, se quiserem, fazer uma pesquisa na internet que tem resmas de páginas disponíveis sobre o assunto.
Uma dessas páginas é o site da Associação Nacional de Esclerose Múltipla que, em principio serve para ajudar os “esclerosados” como eu a viverem com a doença.
Um dos colunistas do jornal que a ANEM publica resolveu escrever sobre as inovações no combate à EM.
Ora até aqui tudo bem.
O que o Sr Dr escusava de dizer é que as actuais terapias que “qual triste remedeio, se vão usando pelo Mundo fora, como os Interferões, as Quimioterapias, certos agentes Alquilantes, Cortisonas e quejandos, os quais passarão à História nos velhos compêndios de Medicina, como “o que se fazia à falta de melhor, para minorar os efeitos devastadores da Esclerose Múltipla” nos finais do séc. XX.”
Ora, como pessoa afectada pela EM, folgo muito em saber que a minha injecção diária de Copaxone- que reduz a progressão da doença em cerca de 36 por cento- não serve absolutamente para nada.
O Sr Dr. Ângelo Soares, Neurologista Membro da GEEM, Director Clínico da ANEM, deve ser uma ajuda excelente para os doentes que vão ao seu consultório, e recebem a notícia de que a medicação que lhes está a ser receitada não é mais do que um remedeio.
O Dr Ângelo Soares mostra- se confiante nos avanços genéticos que prometem muito, mas que vão estar disponíveis a longo prazo.
Todos sabemos que a Esclerose Múltipla é uma doença para a qual não existe cura.
Mas todos sabemos igualmente que o papel de um médico que lida com doentes propensos a depressões é o de encorajar e não de arrasar com aqueles que têm esperança que os medicamentos da treta atrasem a progressão da doença o máximo possível.
Obrigadinho pela força “Chor Dôtor”.
Entries from Maio 2006
Perfeitamente Escusado
Maio 26, 2006 · 3 Comentários
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Ilegais Sem Direitos
Maio 2, 2006 · 1 Comentário
As recentes manifestações de apoio aos imigrantes ilegais nos Estados Unidos poderão vir a ter um efeito devastador para os activistas.
É que as manifestações são acompanhadas por exigências por parte dos manifestantes que, segundo a lei, não têm que estar no país e por isso mesmo não têm direito a exigir o que quer que seja.
Além do mais, o entoar do Hino dos Estados Unidos em espanhol e o empunhar de bandeiras do México, República Dominicana e de outros países de proveniência acabou igualmente por criar mal-estar na generalidade dos cidadãos Americanos que, segundo uma sondagem da liberal cadeia de televisão MSNBC apoiam em 63 por cento a detenção de ilegais que se manifestem nas ruas.
Os manifestantes acusam os Estados Unidos de racismo, descriminação e decidiram protagonizar um dia de boicote à economia Americana, iniciativa apoiada no México com um outro boicote aos produtos produzidos nos Estados Unidos.
E para quem pensa que apenas os Americanos estão contra estas manifestações, a maioria dos hispanos cidadãos Americanos ou com residência autorizada nos Estados Unidos são contra as demonstrações dos ilegais, que consideram uma sobrecarga para a economia do país por não pagarem impostos, cuidados de saúde ou os estudos dos filhos, o que se reflecte no aumento dos impostos para a restante população.
Outra situação que enfurece os Americanos é a aparente recusa destes novos imigrantes em assimilarem a cultura do país, ao contrário das primeiras vagas de imigrantes que se integraram, aprenderam Inglês e, no fundo assimilaram usos e costumes do país de acolhimento.
Outro ponto de conflito é a questão da fronteira, que Republicanos e Democratas juram a pés juntos querer ver controlada mas que nada fazem para concretizar essa intenção.
A verdade é que a questão dos imigrantes ilegais está ao rubro e o Partido Republicano, que vê os índices de aprovação de Bush caírem para os 32 por cento, teme uma derrota eleitoral nas próximas eleições para o Congresso e para o Senado.
A situação complica- se mais se considerarmos que segundo a Gallup, a actuação de Bush relativamente à questão da imigração recebe uns míseros 23% de aprovação, nível ainda inferior aos 36% da gestão do conflito iraquiano.
A verdade é que a maioria dos Americanos quer os imigrantes ilegais fora do país e aprova a construção do muro ao longo da fronteira com o México.
Isto não quer dizer que a América seja contra a imigração. Os Americanos entendem que os imigrantes são necessários à economia do país, mas de uma forma controlada e de acordo com a lei.
Uma situação que está a ser aproveitada pela imprensa liberal e pelos próprios ilegais que passam a mensagem de descriminação que não corresponde à realidade.
Ainda de salientar que, por trás destas manifestações estão os sindicatos que vêem na legalização de 12 milhões de ilegais a possibilidade de reforçarem o número de membros nas suas fileiras.
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